Ele chama-se João Rosa e Marty Was Right surge como referência ao Regresso ao Futuro. Tendo sido escolhido pela sua obsessão relativa ao filme nos tempos de infância.
Marty Was Right nasce de uma série de ideias acumuladas ao longo dos anos. Foram ganhando forma e agora surge a construção de um EP. Intitula-se "Time Travelling is Heavy" e está disponível online. Neste momento existem 7 temas editados, mas Marty Was Right assegura-nos que este é um número que poderá crescer nos próximos tempos...
O projecto e a música pode ser decoberta no facebook de Marty Was Right e no bandcamp
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Missão:Canadá em crise
Falta de apoios institucionais põe em causa a presença de 20 artistas Portugueses na Slacker Canadian Music Week 2012
Em Setembro de 2011 foi anunciada a criação de um projeto – Missão: Canadá – cujo objetivo principal é levar 20 bandas Portuguesas e vários profissionais das várias áreas da indústria da música Portuguesa à 30ª edição da Canadian Music Week (CMW), em Toronto, de 21 a 25 de Março. Esta edição não celebra só o seu trigésimo aniversário, como realça a nova cultura musical em Portugal e Espanha.
Reconhecendo a importância e valor de um evento como a CMW, o projeto Missão: Canadá tem apoiado as bandas e músicos selecionados pela organização, tentando angariar apoios financeiros que tornem o projeto viável para todos os envolvidos. Num evento da dimensão da CMW existem várias possibilidades interessantes para marcas, incluindo a possibilidade do naming de um palco “Portugal” com grande visibilidade e destaque no festival CMW, entre outras contra-partidas significativas e com enorme potencial de retorno.
A CMW é o maior festival e conferência profissional de música no Canadá. Para além do festival de música com 900 concertos em mais de 80 espaços, a feira profissional da CMW reúne mais de 3000 profissionais da indústria da música internacional, desde editoras e distribuidoras, publishers, managers, agentes, marcas e outras entidades do universo musical representando, assim, uma oportunidade única para a exportação da música Portuguesa.
O tipo de destaque que Portugal pode obter nesta conferência profissional de música deveria tipicamente resultar de um intenso trabalho da parte de um Ministério de Negócios Estrangeiros, ou Ministério da Economia, Cultura ou outros organismos estatais. Não foi o caso; foi uma sondagem dos próprios profissionais da música que participaram no CMW do ano anterior que levou ao foco geográfico para Portugal e Espanha na edição de 2012, poupando-os a esse enorme esforço e proporcionando uma ocasião verdadeiramente única. Os convites da organização aos nossos 20 projectos musicais são prova de que a nova geração musical Portuguesa têm potencial noutros mercados, inclusive o Norte-Americano.
A representação Portuguesa neste festival e conferência profissional está, no entanto, em risco por falta de apoios institucionais e financeiros que tornem o projeto viável. Após contatos e reuniões com organismos oficiais como a SEC, AICEP, Turismo de Portugal, Consulado de Portugal em Toronto, entre outros, de forma a obter parceiros institucionais e apoio financeiro que garantisse a presença dos 20 artistas Portugueses na CMW, nenhuma instituição mostrou disponibilidade em viabilizar o projeto.
Não será por acaso que artistas canadianos como a Feist, Alanis Morissette, Arcade Fire ou Broken Social Scene conhecem enorme sucesso internacional, sendo o seu reconhecimento também fruto de uma estratégia de um país, que procura mostrar ao mundo os seus artistas, enquanto a imagem de Portugal continua gravemente desatualizada no contexto da música contemporânea internacional.
Num momento de crise em que se reconhece a necessidade da exportação e internacionalização dos nossos produtos em especial a cultura, é primordial reconhecer a importância da presença Portuguesa num evento da dimensão da CMW. A falta de apoio condicionará gravemente a dimensão da presença Portuguesa que um evento desta natureza requer, pondo em causa a exposição, possibilidade de exportação e internacionalização de música Portuguesa que a CMW oferece. É uma oportunidade histórica para abrir o mercado Norte-Americano e mundial.
Em Setembro de 2011 foi anunciada a criação de um projeto – Missão: Canadá – cujo objetivo principal é levar 20 bandas Portuguesas e vários profissionais das várias áreas da indústria da música Portuguesa à 30ª edição da Canadian Music Week (CMW), em Toronto, de 21 a 25 de Março. Esta edição não celebra só o seu trigésimo aniversário, como realça a nova cultura musical em Portugal e Espanha.
Reconhecendo a importância e valor de um evento como a CMW, o projeto Missão: Canadá tem apoiado as bandas e músicos selecionados pela organização, tentando angariar apoios financeiros que tornem o projeto viável para todos os envolvidos. Num evento da dimensão da CMW existem várias possibilidades interessantes para marcas, incluindo a possibilidade do naming de um palco “Portugal” com grande visibilidade e destaque no festival CMW, entre outras contra-partidas significativas e com enorme potencial de retorno.
A CMW é o maior festival e conferência profissional de música no Canadá. Para além do festival de música com 900 concertos em mais de 80 espaços, a feira profissional da CMW reúne mais de 3000 profissionais da indústria da música internacional, desde editoras e distribuidoras, publishers, managers, agentes, marcas e outras entidades do universo musical representando, assim, uma oportunidade única para a exportação da música Portuguesa.
O tipo de destaque que Portugal pode obter nesta conferência profissional de música deveria tipicamente resultar de um intenso trabalho da parte de um Ministério de Negócios Estrangeiros, ou Ministério da Economia, Cultura ou outros organismos estatais. Não foi o caso; foi uma sondagem dos próprios profissionais da música que participaram no CMW do ano anterior que levou ao foco geográfico para Portugal e Espanha na edição de 2012, poupando-os a esse enorme esforço e proporcionando uma ocasião verdadeiramente única. Os convites da organização aos nossos 20 projectos musicais são prova de que a nova geração musical Portuguesa têm potencial noutros mercados, inclusive o Norte-Americano.
A representação Portuguesa neste festival e conferência profissional está, no entanto, em risco por falta de apoios institucionais e financeiros que tornem o projeto viável. Após contatos e reuniões com organismos oficiais como a SEC, AICEP, Turismo de Portugal, Consulado de Portugal em Toronto, entre outros, de forma a obter parceiros institucionais e apoio financeiro que garantisse a presença dos 20 artistas Portugueses na CMW, nenhuma instituição mostrou disponibilidade em viabilizar o projeto.
Não será por acaso que artistas canadianos como a Feist, Alanis Morissette, Arcade Fire ou Broken Social Scene conhecem enorme sucesso internacional, sendo o seu reconhecimento também fruto de uma estratégia de um país, que procura mostrar ao mundo os seus artistas, enquanto a imagem de Portugal continua gravemente desatualizada no contexto da música contemporânea internacional.
Num momento de crise em que se reconhece a necessidade da exportação e internacionalização dos nossos produtos em especial a cultura, é primordial reconhecer a importância da presença Portuguesa num evento da dimensão da CMW. A falta de apoio condicionará gravemente a dimensão da presença Portuguesa que um evento desta natureza requer, pondo em causa a exposição, possibilidade de exportação e internacionalização de música Portuguesa que a CMW oferece. É uma oportunidade histórica para abrir o mercado Norte-Americano e mundial.
RUA FM 2.0 – A REVELAÇÃO
A RUA FM, Rádio Universitária do Algarve prepara a celebração dos seus 10 anos de
existência, com a apresentação de novidades que pretendem aproximar ainda mais a
RUA FM da comunidade e das instituições.
A Campanha RUA FM 2.0 – A Revelação inicia-se a 6 de Fevereiro com o lançamento
de uma página web renovada, com novas funcionalidades, acesso a podcasts, mais
informação e também a inserção de uma componente vídeo.
Para além desta componente electrónica, novas rubricas vão estar no ar ao longo do
ano, como por exemplo a “Ciência à Conversa” com a participação dos Centros de
Ciência Viva do Algarve e “Conto de Reis” que apresenta em minutos contos
tradicionais. A música tradicional portuguesa e europeia terão o seu tempo de antena
com a rubrica “Sopa da Pedra” e a Internet será tema central do “Domínios pt”.
Ainda com o objectivo de uma maior aproximação à comunidade, a RUA FM retoma este
ano as tertúlias, a acontecer à quinta-feira num espaço exterior, com novo formato
denominado de Café Central. Além dos debates propostos pela RUA, pretende-se que
as instituições regionais também sugiram e sejam promotores dos temas a debater
através desta plataforma.
O público universitário terá a oportunidade de participar activamente nas emissões que
agora periodicamente marcarão presença nos Campi da Universidade do Algarve.
As redes sociais não serão descuradas com uma maior presença e interacção com os
ouvintes.
A RUA FM nasceu em 2002, propriedade da Universidade do Algarve e da Associação
Académica, e tem conquistado um espaço importante na comunidade revelando-se uma
rádio de referência na promoção de informação cultural e académica. Ao nível musical
tem tido um papel preponderante na divulgação de vários trabalhos regionais e
nacionais.
O lançamento do novo sítio teve que ser adiado para Terça-feira, dia 7
Alinhamento (H) À Escuta | 05.Fevereiro
- The Gift | Primavera | Primavera
- Clã | Amigo do Peito | Disco Voador
- Osso Vaidoso | O Um E O Outro | Animal
- Osso Vaidoso | O Elogio da Pobreza | Animal
- The Marginals | Nice Boy Gentle Man
- The Kaviar | Mary | Beluga
- Killing Electronica | Forever Kids | Heartbeat Sessions
- Killing Electronica | Godspeed | Heartbeat Sessions
- Tribruto | Ar Dêcor | Moços Marafados
- Tribruto | Pós-Venda | Ao Vivo no (H) À Escuta a 22 de Janeiro
- HMB | Dia D
- Orelha Negra | 961919169 | Orelha Negra Mixtape
- Capicua | Maria Capaz
- Sickonce | Gera_Acção
- Aspen | Autopsy Headcrush | Winds Of Revenge
- Clã | Amigo do Peito | Disco Voador
- Osso Vaidoso | O Um E O Outro | Animal
- Osso Vaidoso | O Elogio da Pobreza | Animal
- The Marginals | Nice Boy Gentle Man
- The Kaviar | Mary | Beluga
- Killing Electronica | Forever Kids | Heartbeat Sessions
- Killing Electronica | Godspeed | Heartbeat Sessions
- Tribruto | Ar Dêcor | Moços Marafados
- Tribruto | Pós-Venda | Ao Vivo no (H) À Escuta a 22 de Janeiro
- HMB | Dia D
- Orelha Negra | 961919169 | Orelha Negra Mixtape
- Capicua | Maria Capaz
- Sickonce | Gera_Acção
- Aspen | Autopsy Headcrush | Winds Of Revenge
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Supreme Soul
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Teatro Turim, Lisboa
8 €
As sonoridades características do Indie Rock, sobretudo do Pós-Punk, e da New Wave da década de 80 definem na sua generalidade a música dos Supreme Soul.
A banda revela-se numa fusão de guitarras, sintetizadores e ritmos envolventes, construindo canções repletas de uma forte intensidade emocional e sensorial. Porém, na música dos Supreme Soul também existe romantismo e ambientes épicos, melancolia e ruídos sombrios. É desta forma que o grupo se pretende assumir no panorama artístico nacional e internacional, apresentando como primeiro álbum o No One’s All, cujo videoclipe do single, “The Perfect Place For Us”, já pode ser visto online.
Ficha artística e técnica:
Voz e sintetizador Tiago Nobre Dias
Programações e sintetizador João de Melo
Guitarra Eléctrica Alexandre M.
Baixo Eléctrico Pedro Valério
Bateria Gonçalo Salema de Matos
Distribuição BemDitas - Criadores Culturais
Site Oficial www.supremesoul.com
Teatro Turim, Lisboa
8 €
As sonoridades características do Indie Rock, sobretudo do Pós-Punk, e da New Wave da década de 80 definem na sua generalidade a música dos Supreme Soul.
A banda revela-se numa fusão de guitarras, sintetizadores e ritmos envolventes, construindo canções repletas de uma forte intensidade emocional e sensorial. Porém, na música dos Supreme Soul também existe romantismo e ambientes épicos, melancolia e ruídos sombrios. É desta forma que o grupo se pretende assumir no panorama artístico nacional e internacional, apresentando como primeiro álbum o No One’s All, cujo videoclipe do single, “The Perfect Place For Us”, já pode ser visto online.
Ficha artística e técnica:
Voz e sintetizador Tiago Nobre Dias
Programações e sintetizador João de Melo
Guitarra Eléctrica Alexandre M.
Baixo Eléctrico Pedro Valério
Bateria Gonçalo Salema de Matos
Distribuição BemDitas - Criadores Culturais
Site Oficial www.supremesoul.com
Tribruto | Sul Informação
Tribruto: “Quando nós subimos ao palco, é para partir a casa toda”
Por Pedro Guerreiro, em Sul Informação
Eles são Rafael Correia, André Guerreiro e Pedro Afonso. Mas dizer isto não é dizer muito: eles são, bem entendido, Gijoe (DJ), Kristo e RealPunch (MCs). Os três jovens algarvios – de vários pontos do Algarve – fazem música hip hop e são as caras dos Tribruto (isso mesmo, com “r”).
Porquê o nome? É um tributo, também, à música que fazem: ao hip hop. Mas é também porque são, dizem, três brutos do Algarve: são provocadores e fazem música “dura e crua”, energética e com muitas “punchlines”.
Depois de, em 2010, terem lançado o primeiro EP e o primeiro álbum (Algazarra), Tribruto voltaram a apresentar um novo trabalho: desta vez é uma mixtape, que lançaram no final de 2011 e já andam a apresentar ao vivo no Algarve e não só.
Num dos seus últimos temas – “Agente K17”, também parte da banda sonora do filme com o mesmo nome, produzido pela “New Light Pictures” e quase a estrear – cantam sobre a crise e o descontentamento com a classe política: “Já não tens apoio do Estado; agora faz para ter; faz para ser o que nunca foste; isso é caso para ser; um K sem meios contra capangas, contas e papéis (…) Eles é p**** e hotéis enquanto tu vives com o que tens; não pagas o que já é teu e ainda te ficam com os bens…” ou “Faz-te à pista, bota as luvas e ignora, bora! Nem que seja com porrada e pontapés, bora! Parte para cima, deixa-os sem qualquer hipótese, dá asas à tua vida e deixa-te do eu não posso”.
O Sul Informação esteve à conversa com eles e eles querem deixar claro que o seu terreno é também esse: o de olhar o mundo com uma perspetiva crítica e de intervenção. Mas não só: lançam o olhar ao Mundo, ao País, mas também à sua rua – tudo visto de maneira irónica, divertida e energética. E muitas vezes, desconcertante. Tal como esta conversa.
Sul Informação: Não é que cheguem agora, mas primeiro que tudo: quem são os Tribruto?
DJ Gijoe: Em primeiro lugar, Tribruto nasce dos concertos e não o contrário. Não foi um projeto planeado que tenha nascido de estúdio. Eu, enquanto DJ, era muitas vezes chamado para tocar em concertos e pediam-me que levasse MCs [ndr: MC significa literalmente Mestre de Cerimónias, o (ou os) vocalista(s) no género hip hop], sem definir quem. Muitas vezes acontecia levar o RealPunch e o Kristo, entre outros. E vimos que aquilo estava a resultar bem. O último [concerto, pré-Tribruto] foi um que fizemos em Lagos antes de Da Weasel, e aquilo resultou tão bem que resolvemos fazer algo estruturado e fazer músicas os três para poder apresentar ao vivo. O projeto nasceu dos palcos para os palcos.
RealPunch: Isto dava uma baseline: dos palcos para os palcos…
SI: Mas hoje em dia, pelo menos em Portugal, já não há lá muitos grupos de hip hop…
DJ Gijoe: Já há menos, sim. Isso começou a acontecer porque o pessoal começou a habituar-se a projetar o nome próprio, e como em Portugal temos algumas referências que resultaram, o Valete, o Sam the Kid, o Boss AC…
RealPunch: Mas no hip hop, há sempre aquela necessidade de ter um grupo, uma crew. Eu tive a minha, o Kristo também tinha a dele. Enfim, todos já tínhamos feito coisas diferentes…
DJ Gijoe: Daí o facto deste grupo ter resultado melhor porque cada um de nós já tinha experimentado as suas coisas e quando nos encontrámos…
Kristo: Foi amor à primeira vista… (exclama)
DJ Gijoe: … Vimos que havia ali coisas em comum… (completando).
SI: Como o quê? O que é que têm em comum?
DJ Gijoe: Juntámo-nos, primeiro, por sermos os três da mesma editora [ndr: Kimahera]. Eu já estava na mesma editora há algum tempo, o Punch também, e houve uma certa altura em que me cruzei com o Kristo em palco e achei por bem convidá-lo, porque ele tinha qualidade…
Kristo: Fiz-me de convidado… (exclama novamente)
DJ Gijoe: …E gostámos de trabalhar com ele. Depois, a junção dos dois MCs em palco resultou porque eles são diferentes. E completam-se…
RealPunch: E também houve uma grande interação que acabou por ser criada entre nós: O Kristo sempre teve um grande à-vontade e isso veio-me picar. A nível de rimas também somos completamente diferentes. Ele tinha um estilo mais cómico; eu um pouco mais interventivo. Entretanto, fomo-nos moldando. E temos todos outra coisa em comum: é que gostamos todos de punchlines [ndr: parte final ou ponto forte de uma rima ou piada].
DJ Gijoe: Sim, quando começámos a definir o que era o nosso estilo, foi muito por aí: os três queríamos uma coisa crua, dura e sem papas na língua. No palco já sabíamos o que éramos: um grupo animado, com energia, cómico e ao mesmo tempo com letras interventivas. A criação do nome também vem daí.
SI: O nome é um trocadilho mais ou menos evidente… O que é isso dos Tribruto?
RealPunch: Três brutos.
DJ Gijoe: Sim. E jogámos com os dois sentidos: é também um tributo à música que queremos fazer – o hip hop.
Kristo: O Bruto vem das punchlines. Nós somos três brutos. O nome surgiu nas viagens, quando íamos de carro, a Lisboa… Aquelas duas, três horinhas eram brainstorm total…
DJ Gijoe: Achámos que resultava, a nível sonoro e tudo – apesar de termos muitas complicações com o nome: chamam-nos muitas vezes Tributo.
Kristo: Agora já não estamos a ter tantas: já nos chamam Trabruto…
SI: As punchlines – que vocês assumem que fazem… – têm destinatários?
Kristo: Eu posso falar por mim. É assim: no geral, 95 por cento [das punchlines] não são para ninguém. É uma forma de trabalharmos a rima, a métrica das palavras, ter uma certa piada… Mas há 5 por cento que se calhar são dirigidas a alguém que se cruzou na nossa vida e temos que deitar aquela pessoa abaixo… (risos)
RealPunch: As minhas são um bocado nessa onda. De situações que a gente passa e depois…
Kristo: Mas pouco, cada vez menos. Muitas vezes oiço punchlines antigas e pergunto: para que é que fui fazer isto? É desnecessário. É mesmo para a gente trabalhar e brincar…
RealPunch: A questão das nossas punchlines é que às vezes as pessoas enfiam a carapuça, mesmo não sendo para elas.
SI: Mas para além das punchlines, que mensagem é que vocês querem passar? É um objetivo o de serem interventivos com as coisas que se passam à vossa volta? Esta situação de crise, por exemplo, que se vive no país e na Europa mexe com as coisas que vocês andam a fazer e a escrever?
DJ Gijoe: A música hip hop acaba por transmitir sempre as vivências do MC. Se o MC está a levar com a crise, isso acaba por se refletir. Não queremos estar a dar a missa [em relação à crise], mas tentar que as pessoas vão pela música, e ao mesmo tempo, interiorizem a mensagem.
RealPunch: Eu falo do país ou da minha rua, do que se passa de negativo, mas a nível individual tenho sentido completamente a influência da crise. E também nas pessoas que nos ouvem: nós fazemos hip hop e música para gente que gosta de hip hop. Mas com este último vídeo do Agente K17 [que fala da crise] há gente de 50 ou 60 anos a partilhar o tema no Facebook…
SI: Onde é que vocês acham que marcam a diferença no panorama nacional?
DJ Gijoe: Acima de tudo, musicalidade e concertos.
Kristo: É isso. Pá, às vezes parece que em certos concertos de hip hop os MCs estão descontentes com o que estão a fazer. Nós achamos que temos de aproveitar o momento. Tens de dar um espetáculo! Dá um concerto: é ir para cima do palco e fazer a diferença! Se calhar há alguém que até escreve melhor que nós – até porque nós não somos os melhores do Mundo – mas vai para cima do palco e não mostra isso. Nós, não: é para partir a casa toda, percebes?
RealPunch: E depois nós como pessoas também somos uns palhaços de primeira, estamos sempre a gozar uns com os outros… (risos) Isso acaba por se refletir…
SI: Hum… Ok. Como têm corrido os concertos?
DJ Gijoe: Têm corrido muito bem. Estamos a abrir portas em casas que queríamos, o que é muito bom. Sentíamos a necessidade de um trabalho novo, já estávamos um bocado fartos de tocar o álbum. Foi muito bom estar no Musicbox [em Lisboa] e ter umas quantas filas a cantar as nossas letras da mixtape que lançámos há menos de um mês…
RealPunch: O feedback do público é uma das coisas mais importantes no nosso espetáculo.
Kristo: O pessoal vai ver um espetáculo energético. Se fores ver Jorge Palma, sabes o que é que vais ver: vais estar tranquilo, a ouvir. Se fores ver Tribruto, sabes que vais para te rires, para saltares, enfim, para ganhares t-shirts – neste último concerto demos t-shirts…
SI: E vêm aí mais concertos?
Kristo: Estamos à procura: Semanas Académicas, casamentos, batizados e funerais, também.
RealPunch: Estamos a apostar em novos segmentos. É um negócio de oportunidade…
Kristo: Depois temos dia 30 de fevereiro, podes pôr aí, um concerto de beneficência para o Aníbal, o Aníbal Cavaco Silva…
SI: Isso é uma boa ideia… 30 de fevereiro?
DJ Gijoe: A data que não existe…
SI: Enfim… Última questão:A vossa família ouve a vossa música?
RealPunch: O meu pai chamava-me bolicao mas agora é o meu maior fã.
Kristo: A minha mãe compra os meus cds, sabe que eu canto e já me foi ver à FNAC e levou a minha avó – que estava em cima de uma coluna. Foi a melhor pessoa que já tive a assistir a um concerto: riu o concerto todo…
SI: Mas percebeu alguma coisa?
Kristo: Não, não, nada…
Pedro Guerreiro, Sul Informação
Por Pedro Guerreiro, em Sul Informação
Eles são Rafael Correia, André Guerreiro e Pedro Afonso. Mas dizer isto não é dizer muito: eles são, bem entendido, Gijoe (DJ), Kristo e RealPunch (MCs). Os três jovens algarvios – de vários pontos do Algarve – fazem música hip hop e são as caras dos Tribruto (isso mesmo, com “r”).
Porquê o nome? É um tributo, também, à música que fazem: ao hip hop. Mas é também porque são, dizem, três brutos do Algarve: são provocadores e fazem música “dura e crua”, energética e com muitas “punchlines”.
Depois de, em 2010, terem lançado o primeiro EP e o primeiro álbum (Algazarra), Tribruto voltaram a apresentar um novo trabalho: desta vez é uma mixtape, que lançaram no final de 2011 e já andam a apresentar ao vivo no Algarve e não só.
Num dos seus últimos temas – “Agente K17”, também parte da banda sonora do filme com o mesmo nome, produzido pela “New Light Pictures” e quase a estrear – cantam sobre a crise e o descontentamento com a classe política: “Já não tens apoio do Estado; agora faz para ter; faz para ser o que nunca foste; isso é caso para ser; um K sem meios contra capangas, contas e papéis (…) Eles é p**** e hotéis enquanto tu vives com o que tens; não pagas o que já é teu e ainda te ficam com os bens…” ou “Faz-te à pista, bota as luvas e ignora, bora! Nem que seja com porrada e pontapés, bora! Parte para cima, deixa-os sem qualquer hipótese, dá asas à tua vida e deixa-te do eu não posso”.
O Sul Informação esteve à conversa com eles e eles querem deixar claro que o seu terreno é também esse: o de olhar o mundo com uma perspetiva crítica e de intervenção. Mas não só: lançam o olhar ao Mundo, ao País, mas também à sua rua – tudo visto de maneira irónica, divertida e energética. E muitas vezes, desconcertante. Tal como esta conversa.
Sul Informação: Não é que cheguem agora, mas primeiro que tudo: quem são os Tribruto?
DJ Gijoe: Em primeiro lugar, Tribruto nasce dos concertos e não o contrário. Não foi um projeto planeado que tenha nascido de estúdio. Eu, enquanto DJ, era muitas vezes chamado para tocar em concertos e pediam-me que levasse MCs [ndr: MC significa literalmente Mestre de Cerimónias, o (ou os) vocalista(s) no género hip hop], sem definir quem. Muitas vezes acontecia levar o RealPunch e o Kristo, entre outros. E vimos que aquilo estava a resultar bem. O último [concerto, pré-Tribruto] foi um que fizemos em Lagos antes de Da Weasel, e aquilo resultou tão bem que resolvemos fazer algo estruturado e fazer músicas os três para poder apresentar ao vivo. O projeto nasceu dos palcos para os palcos.
RealPunch: Isto dava uma baseline: dos palcos para os palcos…
SI: Mas hoje em dia, pelo menos em Portugal, já não há lá muitos grupos de hip hop…
DJ Gijoe: Já há menos, sim. Isso começou a acontecer porque o pessoal começou a habituar-se a projetar o nome próprio, e como em Portugal temos algumas referências que resultaram, o Valete, o Sam the Kid, o Boss AC…
RealPunch: Mas no hip hop, há sempre aquela necessidade de ter um grupo, uma crew. Eu tive a minha, o Kristo também tinha a dele. Enfim, todos já tínhamos feito coisas diferentes…
DJ Gijoe: Daí o facto deste grupo ter resultado melhor porque cada um de nós já tinha experimentado as suas coisas e quando nos encontrámos…
Kristo: Foi amor à primeira vista… (exclama)
DJ Gijoe: … Vimos que havia ali coisas em comum… (completando).
SI: Como o quê? O que é que têm em comum?
DJ Gijoe: Juntámo-nos, primeiro, por sermos os três da mesma editora [ndr: Kimahera]. Eu já estava na mesma editora há algum tempo, o Punch também, e houve uma certa altura em que me cruzei com o Kristo em palco e achei por bem convidá-lo, porque ele tinha qualidade…
Kristo: Fiz-me de convidado… (exclama novamente)
DJ Gijoe: …E gostámos de trabalhar com ele. Depois, a junção dos dois MCs em palco resultou porque eles são diferentes. E completam-se…
RealPunch: E também houve uma grande interação que acabou por ser criada entre nós: O Kristo sempre teve um grande à-vontade e isso veio-me picar. A nível de rimas também somos completamente diferentes. Ele tinha um estilo mais cómico; eu um pouco mais interventivo. Entretanto, fomo-nos moldando. E temos todos outra coisa em comum: é que gostamos todos de punchlines [ndr: parte final ou ponto forte de uma rima ou piada].
DJ Gijoe: Sim, quando começámos a definir o que era o nosso estilo, foi muito por aí: os três queríamos uma coisa crua, dura e sem papas na língua. No palco já sabíamos o que éramos: um grupo animado, com energia, cómico e ao mesmo tempo com letras interventivas. A criação do nome também vem daí.
SI: O nome é um trocadilho mais ou menos evidente… O que é isso dos Tribruto?
RealPunch: Três brutos.
DJ Gijoe: Sim. E jogámos com os dois sentidos: é também um tributo à música que queremos fazer – o hip hop.
Kristo: O Bruto vem das punchlines. Nós somos três brutos. O nome surgiu nas viagens, quando íamos de carro, a Lisboa… Aquelas duas, três horinhas eram brainstorm total…
DJ Gijoe: Achámos que resultava, a nível sonoro e tudo – apesar de termos muitas complicações com o nome: chamam-nos muitas vezes Tributo.
Kristo: Agora já não estamos a ter tantas: já nos chamam Trabruto…
SI: As punchlines – que vocês assumem que fazem… – têm destinatários?
Kristo: Eu posso falar por mim. É assim: no geral, 95 por cento [das punchlines] não são para ninguém. É uma forma de trabalharmos a rima, a métrica das palavras, ter uma certa piada… Mas há 5 por cento que se calhar são dirigidas a alguém que se cruzou na nossa vida e temos que deitar aquela pessoa abaixo… (risos)
RealPunch: As minhas são um bocado nessa onda. De situações que a gente passa e depois…
Kristo: Mas pouco, cada vez menos. Muitas vezes oiço punchlines antigas e pergunto: para que é que fui fazer isto? É desnecessário. É mesmo para a gente trabalhar e brincar…
RealPunch: A questão das nossas punchlines é que às vezes as pessoas enfiam a carapuça, mesmo não sendo para elas.
SI: Mas para além das punchlines, que mensagem é que vocês querem passar? É um objetivo o de serem interventivos com as coisas que se passam à vossa volta? Esta situação de crise, por exemplo, que se vive no país e na Europa mexe com as coisas que vocês andam a fazer e a escrever?
DJ Gijoe: A música hip hop acaba por transmitir sempre as vivências do MC. Se o MC está a levar com a crise, isso acaba por se refletir. Não queremos estar a dar a missa [em relação à crise], mas tentar que as pessoas vão pela música, e ao mesmo tempo, interiorizem a mensagem.
RealPunch: Eu falo do país ou da minha rua, do que se passa de negativo, mas a nível individual tenho sentido completamente a influência da crise. E também nas pessoas que nos ouvem: nós fazemos hip hop e música para gente que gosta de hip hop. Mas com este último vídeo do Agente K17 [que fala da crise] há gente de 50 ou 60 anos a partilhar o tema no Facebook…
SI: Onde é que vocês acham que marcam a diferença no panorama nacional?
DJ Gijoe: Acima de tudo, musicalidade e concertos.
Kristo: É isso. Pá, às vezes parece que em certos concertos de hip hop os MCs estão descontentes com o que estão a fazer. Nós achamos que temos de aproveitar o momento. Tens de dar um espetáculo! Dá um concerto: é ir para cima do palco e fazer a diferença! Se calhar há alguém que até escreve melhor que nós – até porque nós não somos os melhores do Mundo – mas vai para cima do palco e não mostra isso. Nós, não: é para partir a casa toda, percebes?
RealPunch: E depois nós como pessoas também somos uns palhaços de primeira, estamos sempre a gozar uns com os outros… (risos) Isso acaba por se refletir…
SI: Hum… Ok. Como têm corrido os concertos?
DJ Gijoe: Têm corrido muito bem. Estamos a abrir portas em casas que queríamos, o que é muito bom. Sentíamos a necessidade de um trabalho novo, já estávamos um bocado fartos de tocar o álbum. Foi muito bom estar no Musicbox [em Lisboa] e ter umas quantas filas a cantar as nossas letras da mixtape que lançámos há menos de um mês…
RealPunch: O feedback do público é uma das coisas mais importantes no nosso espetáculo.
Kristo: O pessoal vai ver um espetáculo energético. Se fores ver Jorge Palma, sabes o que é que vais ver: vais estar tranquilo, a ouvir. Se fores ver Tribruto, sabes que vais para te rires, para saltares, enfim, para ganhares t-shirts – neste último concerto demos t-shirts…
SI: E vêm aí mais concertos?
Kristo: Estamos à procura: Semanas Académicas, casamentos, batizados e funerais, também.
RealPunch: Estamos a apostar em novos segmentos. É um negócio de oportunidade…
Kristo: Depois temos dia 30 de fevereiro, podes pôr aí, um concerto de beneficência para o Aníbal, o Aníbal Cavaco Silva…
SI: Isso é uma boa ideia… 30 de fevereiro?
DJ Gijoe: A data que não existe…
SI: Enfim… Última questão:A vossa família ouve a vossa música?
RealPunch: O meu pai chamava-me bolicao mas agora é o meu maior fã.
Kristo: A minha mãe compra os meus cds, sabe que eu canto e já me foi ver à FNAC e levou a minha avó – que estava em cima de uma coluna. Foi a melhor pessoa que já tive a assistir a um concerto: riu o concerto todo…
SI: Mas percebeu alguma coisa?
Kristo: Não, não, nada…
Pedro Guerreiro, Sul Informação
Walter Benjamim
“Airports and Broken Hearts” é a primeira música de avanço do novo disco de Walter Benjamin, “The Imaginary Life of Rosemary and Me”, a ser editado no próximo dia 9 de Abril pela Pataca Discos.
Uma música sobre aviões, corações destroçados e tornar o aeroporto de Heathrow num sítio tropical. Com a participação da Márcia e da Francisca Cortesão (Minta), para além dos clássicos João Correia & Nuno Lucas (Julie & the Carjackers) e de uma caixa de ritmos a dar-nos a bossa nova.
Walter Benjamin escreve sobre tudo, tem a voz vagamente sussurada, fez parte da editora Merzbau e teve muitas bandas, entre elas os Jesus, The Misunderstood.
Em 2008, lançou The National Crisis (Merzbau), entre vários EP's e colaborações. Também produz discos e gosta de estar por detrás das máquinas. Créditos incluem B Fachada, Márcia, Noiserv, You Can't Win Charlie Brown, Julie & The Carjackers e João Coração.
Três anos após o último concerto na sua cidade natal, Walter Benjamin volta a Lisboa esta semana para 2 concertos: dia 2 de Fevereiro, pelas 23h30m, no Musicbox, a convite da Rua de Baixo; e dia 3 de Fevereiro, na Galeria Cristina Guerra, “Walter, Julie and Charlie”, concerto integrado na exposição “Monkey Business” de João Paulo Feliciano (Pataca Discos).
Uma música sobre aviões, corações destroçados e tornar o aeroporto de Heathrow num sítio tropical. Com a participação da Márcia e da Francisca Cortesão (Minta), para além dos clássicos João Correia & Nuno Lucas (Julie & the Carjackers) e de uma caixa de ritmos a dar-nos a bossa nova.
Walter Benjamin escreve sobre tudo, tem a voz vagamente sussurada, fez parte da editora Merzbau e teve muitas bandas, entre elas os Jesus, The Misunderstood.
Em 2008, lançou The National Crisis (Merzbau), entre vários EP's e colaborações. Também produz discos e gosta de estar por detrás das máquinas. Créditos incluem B Fachada, Márcia, Noiserv, You Can't Win Charlie Brown, Julie & The Carjackers e João Coração.
Três anos após o último concerto na sua cidade natal, Walter Benjamin volta a Lisboa esta semana para 2 concertos: dia 2 de Fevereiro, pelas 23h30m, no Musicbox, a convite da Rua de Baixo; e dia 3 de Fevereiro, na Galeria Cristina Guerra, “Walter, Julie and Charlie”, concerto integrado na exposição “Monkey Business” de João Paulo Feliciano (Pataca Discos).
Príncipe | Nova editora
A PRÍNCIPE é uma editora de Lisboa, inteiramente dedicada a editar música de dança contemporânea 100% real a ser produzida nesta cidade, nos seus subúrbios, bairros sociais e guetos.
Novos sons, formas e estruturas com o seu próprio código de poética e identidade cultural.
Todo o trabalho gráfico é concebido e executado por Márcio Matos. Todas as cópias são individualmente trabalhadas em stencil e pintadas à mão – logo cada uma delas é única. Toda a masterização do som é realizada com filosofia por Tó Pinheiro da Silva, genial e veterano engenheiro de som, no seu estúdio caseiro. A editora foi criada por José Moura (Flur; DJ e jornalista), Márcio Matos (Flur; artista plástico e DJ), Nelson Gomes (Filho Único; músicos nos Gala Drop) e Pedro Gomes (Filho Único; músico).
As nossas duas primeiras edições, em vinil maxi-single / 12’’ - DJ Marfox ‘Eu Sei Quem Sou EP’, uma obra-prima de kuduro instrumental e Photonz ‘WEO / Chunk Hiss’, dois clássicos instantâneos de tech-house, estão já à venda em várias lojas independentes nacionais por todo o país, e nos primeiros dias em que têm estado disponíveis ao público têm tido resultados de vendas fantásticos por toda a Europa, Estados Unidos e Japão. A imprensa que já saiu sobre a música tem sido unânime em demonstrar enorme entusiasmo pela música.
Ambos os discos estão disponíveis ao público a partir do nosso SoundCloud em www.soundcloud.com/principepromos , com ‘edits’ de minuto e meio para cada tema.
Para dia 25 de Fevereiro, sábado à noite, está marcada a primeira das Noites Príncipe no Musicbox, que arranca pela 1h30 da manhã com DJ set de aquecimento da Príncipe (José Moura / Márcio Matos / Nelson Gomes / Pedro Gomes), seguindo-se DJ Marfox pelas 3h, e Photonz pelas 4h30, até as portas fecharem já com a luz da manhã lá fora, pelas 7h. A entrada dá direito a duas bebidas pelo preço de 8€.
Novos sons, formas e estruturas com o seu próprio código de poética e identidade cultural.
Todo o trabalho gráfico é concebido e executado por Márcio Matos. Todas as cópias são individualmente trabalhadas em stencil e pintadas à mão – logo cada uma delas é única. Toda a masterização do som é realizada com filosofia por Tó Pinheiro da Silva, genial e veterano engenheiro de som, no seu estúdio caseiro. A editora foi criada por José Moura (Flur; DJ e jornalista), Márcio Matos (Flur; artista plástico e DJ), Nelson Gomes (Filho Único; músicos nos Gala Drop) e Pedro Gomes (Filho Único; músico).
As nossas duas primeiras edições, em vinil maxi-single / 12’’ - DJ Marfox ‘Eu Sei Quem Sou EP’, uma obra-prima de kuduro instrumental e Photonz ‘WEO / Chunk Hiss’, dois clássicos instantâneos de tech-house, estão já à venda em várias lojas independentes nacionais por todo o país, e nos primeiros dias em que têm estado disponíveis ao público têm tido resultados de vendas fantásticos por toda a Europa, Estados Unidos e Japão. A imprensa que já saiu sobre a música tem sido unânime em demonstrar enorme entusiasmo pela música.
Ambos os discos estão disponíveis ao público a partir do nosso SoundCloud em www.soundcloud.com/principepromos , com ‘edits’ de minuto e meio para cada tema.
Para dia 25 de Fevereiro, sábado à noite, está marcada a primeira das Noites Príncipe no Musicbox, que arranca pela 1h30 da manhã com DJ set de aquecimento da Príncipe (José Moura / Márcio Matos / Nelson Gomes / Pedro Gomes), seguindo-se DJ Marfox pelas 3h, e Photonz pelas 4h30, até as portas fecharem já com a luz da manhã lá fora, pelas 7h. A entrada dá direito a duas bebidas pelo preço de 8€.
New Kind Of Mambo
New Kind Of Mambo editam EP de estreia para distribuição gratuita nas redes sociais.
Tem data marcada para dia 20 de Janeiro, na página do facebook da banda residente em Coimbra, o lançamento do auto-intitulado EP de estreia, que será disponibilizado gratuitamente ao público, através de um download digital que irá incluir não só os 5 temas que compõem o disco, mas também o respectivo grafismo executado pelo designer ANOIK.
O disco foi gravado em duas curtas sessões de estúdio intervaladas, e serve como uma mostra do que esta two-piece é capaz de invocar. As influências fazem-se sentir partindo de universos como o garage-rock, punk, blues, r'n'b, rock'n'roll, de onde são transportadas para uma outra dimensão - a de uma banda que com dois elementos procede à desconstrução destes géneros em busca da frescura original das suas premissas.
A banda encontrou no ilustrador Português ANOIK um elo de ligação para o projecto de design e do artwork que irá acompanhar o lançamento. O vulto animal que concebeu para ocupar o espaço da capa revela um carácter selvagem e desconhecido, a par da música dos New Kind Of Mambo.
À data do lançamento do EP serão também reveladas novas datas de espectáculos na página da banda, ficando desta forma o mote para descobrir os New Kind Of Mambo.
Tem data marcada para dia 20 de Janeiro, na página do facebook da banda residente em Coimbra, o lançamento do auto-intitulado EP de estreia, que será disponibilizado gratuitamente ao público, através de um download digital que irá incluir não só os 5 temas que compõem o disco, mas também o respectivo grafismo executado pelo designer ANOIK.
O disco foi gravado em duas curtas sessões de estúdio intervaladas, e serve como uma mostra do que esta two-piece é capaz de invocar. As influências fazem-se sentir partindo de universos como o garage-rock, punk, blues, r'n'b, rock'n'roll, de onde são transportadas para uma outra dimensão - a de uma banda que com dois elementos procede à desconstrução destes géneros em busca da frescura original das suas premissas.
A banda encontrou no ilustrador Português ANOIK um elo de ligação para o projecto de design e do artwork que irá acompanhar o lançamento. O vulto animal que concebeu para ocupar o espaço da capa revela um carácter selvagem e desconhecido, a par da música dos New Kind Of Mambo.
À data do lançamento do EP serão também reveladas novas datas de espectáculos na página da banda, ficando desta forma o mote para descobrir os New Kind Of Mambo.
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